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17/01/2004 18:52
Um post antigo, não repetido...
Acordou cantando de hoje em diante vou modificar / o meu modo de vida / (...) agora não vou mais chorar / cansei de esperar, de esperar enfim / e pra começar eu só vou gostar / de quem gosta de mim. Ao mesmo tempo percebeu que a receita não funcionava. Lembrou-se das pessoas que dela haviam gostado, das que continuavam gostando, e não lhes dava atenção. Sabia que seria amada, sabia que era amada, adorava tal sensação, mas não queria nada disso com as mesmas pessoas, ou melhor, com quem lhe dava a certeza e segurança de um sentimento genuíno. Não, o destino dela era outro gostar de quem não se importava com o seu sentimento. Seria a condenação por ter feito tantas pessoas sofrerem sua ausência? Não se sabe. Ou seria medo de amar? Outra possibilidade. A falta de respostas cada vez mais contribuía para o cepticismo em relação ao amor que sempre houvera feito parte de sua vida. Estava começando a aceitar o que para ela era destino não havia nascido para o amor, para amar e/ou ser amada, talvez tenha nascido apenas para vivê-lo nos livros, na imaginação.
enviada por Someone
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