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24/01/2004 15:18
Aluísio Azevedo (1857, Maranhão - 1913, Buenos Aires)
"Fiz-me romancista, não por pendor, mas por me haver convencido da impossibilidade de seguir a minha vocação, que era a pintura. Quando escrevo, pinto mentalmente. Primeiro desenho os meus romances, depois redijo-os." (Aluísio Azevedo)
"Aluísio Azevedo é no Brasil talvez o único escritor que ganha o pão exclusivamente à custa da sua pena, mas note-se que apenas ganha o pão: as letras no Brasil ainda não dão para a manteiga." (Valentim Magalhães)
"Escrevo por força da fatalidade, como claudicaria, se houvesse nascido coxo; impulso de genitura, não de ideal. Assim como descrevo um episódio ou uma paisagem e desenvolvo um diálogo, cortaria peças de fazendas ou mantas de carne-seca, se tivesse vindo fadado para o comércio." (Aluísio Azevedo)
"Há muito ajunta notas, freqüenta com assiduidade várias habitações coletivas, à cata de material humano, pesquisa episódios, colige dados, busca informes... Sua mesa transborda de notas, rascunhadas a bel-prazer, sem uniformidade, aqui e ali, em pequenos pedaços de papel. Vai escrevendo, dia e noite, a toda hora de que dispõe." (Raimundo de Menezes)
enviada por Someone
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